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A escala não é um preço em reais

A nota de 0 a 100 é uma escala comparativa. Ela não significa que uma cidade custa exatamente o dobro de outra, nem representa uma cesta mensal em reais. O objetivo é posicionar cada município dentro do conjunto paulista usando os dados disponíveis para o índice selecionado.

Em termos práticos, uma cidade em vermelho deve ser lida como um município com sinais mais fortes de custo relativo alto. Uma cidade em verde indica menor pressão dentro da metodologia, mas ainda pode ter bairros, serviços ou itens específicos caros. O índice ajuda a escolher onde investigar primeiro.

Verde

Indica menor pressão relativa de custo no índice escolhido. Pode representar menor renda média, menor sinal de preço de combustíveis ou ausência de fatores que empurram a nota para cima.

Mesmo assim, cidades verdes não são automaticamente baratas para todos os perfis. Distância do trabalho, dependência de carro, oferta de saúde e acesso a serviços podem mudar o custo real da rotina.

Amarelo

Representa a faixa intermediária. É comum encontrar aqui cidades regionais com estrutura urbana relevante, mas sem o mesmo nível de pressão observado nos maiores mercados do estado.

Diferenças pequenas dentro dessa faixa devem ser tratadas com cautela. Para decisões pessoais, compare também aluguel, transporte, supermercado e escola.

Vermelho

Marca maior pressão relativa no índice. Em geral, aparecem nessa faixa cidades com mercado mais dinâmico, renda média elevada, turismo forte, centralidade regional ou preços observados mais altos nos dados disponíveis.

O vermelho não significa que toda a cidade seja cara. Ele aponta que, em comparação com os demais municípios paulistas, há sinais mais fortes de custo alto.

Sem dado ANP

Algumas cidades não têm coleta municipal recente de combustíveis na base da ANP usada pelo projeto. Nesses casos, o índice de combustíveis pode ficar indisponível ou o proxy real pode depender mais da referência IBGE.

Essa limitação é importante: a ausência de dado não deve ser confundida com custo baixo.

Como usar o mapa para uma decisão real

Para comparar duas cidades, comece selecionando o mesmo índice para ambas. Observe a cor, a nota e a fonte indicada no painel. Depois abra a metodologia para entender se a comparação usa dados demonstrativos, renda IBGE, combustíveis ANP ou o proxy combinado.

Na sequência, valide os itens que mais pesam no seu caso. Quem trabalha presencialmente deve priorizar deslocamento, pedágio, combustível e transporte público. Famílias com crianças devem olhar escola, saúde e aluguel em bairros específicos. Pessoas que trabalham remotamente podem dar mais peso a internet, moradia e oferta de serviços locais.

O CityLivingCost deve ser usado como triagem. Ele mostra onde existem sinais de diferença, mas a decisão final precisa combinar dados locais, orçamento pessoal e visita à cidade quando possível.